29 agosto, 2010

Devolve-me o meu coração...


Penso em ti e o mar chama-me para chorar.
Choro a dor de saber que todos os meus sonhos e desejos não poderão ser mais partilhados e ouvidos por ti; a dor do meu grande amor partir e não querer devolver o meu coração; a dor da esperança quebrada por quem eu jamais pensei que pudesse quebrar.
Conheci-te e não me ensinaram como viver sem ti; nem a não confiar nas palavras de quem amamos e também não me ensinaram a dizer Adeus.
Irei tentar sobreviver à tua ausência e à tua rejeição do meu coração que teima em não voltar.
Talvez adormeça e assim permaneça até um beijo teu me acordar; ou
talvez consiga sobreviver perfeitamente feliz aos olhos de quem não me vê...

29 maio, 2010

Sem ti...

Todos os dias relembro cada gesto teu, cada expressão tua, os teus olhos em mim, a tua voz ao meu ouvido, e os nossos corações unidos.

E todos os dias relembro com saudade...

17 março, 2010

letras vs coração


E julgou ele não ter sido o amor da minha vida, quando assim que o conheci, ganhei um novo brilho, uma nova cor, uma nova alegria no meu dia-a-dia.
Não exprimi por palavras visíveis, porque, com ele, sempre preferi deixar marca no seu coração. Talvez ele não tenha percebido, não tenha sentido, mas eu sentia e transmitia à minha maneira. Nunca tive tanta certeza quanto a isso.
Mas ainda assim, ele queria palavras escritas em papel, recordá-las e sorrir ao lê-las... Eu sabia que ele teria essa oportunidade; era só deixar acontecer.
Agora, ao ler estas, saberá a tristeza que agora sinto ao não o ter comigo, porque agora escrevo, não sorrio.

06 março, 2010

Troca por troca...


Despedi-me porque ela me pediu.

Despedi-me agarrando-a pela cintura de encontro ao meu peito.. mas o olhar e a forma como ela já não se encaixava em mim, fez-me sentir o sangue fervilhar, o coração apertar e a pouca energia que já me restava por não conseguir respirar, tornou-me inútil e desprotegido.
Ela disse-me que já não me queria, e quando eu lhe perguntei porquê, ela apenas respondeu: "Vivi na ilusão de que algum dia te poderia amar... ".
O meu mundo deixou de existir. O meu mundo que julgava ser o dela, o nosso e o meu.
Como poderia eu dar mais um passo no chão onde pisava sem que o meu corpo caísse e permanecesse imóvel? Ou como poderia eu simplesmente deitar-me e acordar na manhã seguinte?
Ela costumava escrever-me muitas cartas. Dizia o que realmente sentia através de palavras gravadas num papel que encontrava por aí na rua enquanto passava.. solto.. dizia que as suas palavras também eram soltas, apenas porque não pensava se faziam sentido até as escrever.

Despedi-me.
Eu dei-lhe o meu coração e ela deu-me uma caneta.

26 fevereiro, 2010

A magia da tua existência

Tudo tinha magia quando as palavras eram feitas de sorrisos. Sinto falta das horas em que te tinha em mim, escondido nos recantos da alma, embalado nas batidas do coração que batia para ti. Sinto falta de todos aqueles sentidos, que mesmo estranhos, eram aqueles que faziam o dia brilhar.. Eram os que faziam os sonhos encher de alegria nas noites de solidão..

Saudade daquilo que eu inventei, usando aquilo que me davas..
Saudade de mim quando te tinha..
Saudade de ti (quando existias)...

28 janeiro, 2010

Na tua ausência

Acordo todas as manhãs com o pequeno-almoço na cama e um bilhete "Adoro-te.". Conduzo até ao trabalho acompanhada com as minhas músicas preferidas, gravadas num CD, que me foi dado sem razão especial. Uma mensagem com um beijinho cheio de amor enquanto me concentro no meio de tanta papelada, sabe tão bem.. Chego a casa e recebo um abraço apertado como se não nos vissemos desde a semana passada. Passamos o jantar a falar do nosso dia, de situações engraçadas que assistimos no trabalho, do mau-humor do nosso patrão, ou do que a vizinha comentou na ausência do outro. O serão é passado a ver um filme agarrados no sofá, ao calor da lareira. Ainda sem sono, mas porque amanhã é dia de trabalho, vamo-nos deitar e somos como duas crianças debaixo dos lençóis.. gargalhadas, cócegas, mimos e amor até suarmos.. Adormeço nos seus braços com um beijinho na bochecha e "Boa noite, meu amor. És perfeita.".
Ainda assim, em todos aqueles momentos de alegria e tristeza, pareceu-me ver-te sempre ao longe a observar-me, com um sorriso ligeiro nos lábios, como quem está feliz ou torce por mim. Nessas alturas, sinto os meus olhos tristes que procuram a tua foto no fundo da minha carteira. E não resisto em olhar-te e imaginar-me tocar-te, sentindo o desespero de (já) não te ter. E foi porque assim teve de ser, que te foste embora, deixando-me sozinha com um homem que me ama e sabe que não é amado, porque
os meus olhos são dele, mas o meu coração será sempre teu.

21 janeiro, 2010

E a dúvida permanece..

Sinto-me ser levada pela corrente dos meus pensamentos de ti..
Os meus sonhos de tudo aquilo que não pôde ser são (quase) mais fortes do que a minha realidade.
E a dor que sinto em ter-te no meu pensamento, aperta o meu coração, deixando de ter espaço para guardar o que o presente me oferece de mão aberta.
Não te posso ter, e mesmo se te tivesse, não sei se te queria mais do que quero. É a tua ausência, ou será esta dúvida que me mata aos poucos?

Vou ser forte, como toda a gente, só para manter as aparências.
É que o meu coração ainda sente falta do calor do teu abraço quando me envolvia no teu peito.