Meias palavras, pontos feitos para reticências e vírgulas pausando frases incompletas.
Uma casa que tinha sido construída só com amor e sorrisos, planos futuros e desejo; uma casa porque era o local onde não nos sentíamos sozinhos, onde nos amávamos, onde éramos crianças com tanto ainda por dizer e fazer. Um adeus sem um beijo, sem um abraço, lágrimas, garganta seca e música nos ouvidos.
Mais uma cambalhota que a vida (me) deu...
31 julho, 2012
31 março, 2012
Se eu pudesse...
Sonho-te tantas vezes, mais do que as que devia. E em todos esses sonhos procuro-te, quero-te (e respostas também!). Não me queres. O teu coração está preenchido sem mais espaço para mim. Em todos esses sonhos eu não te tenho, excepto no de ontem. Abracei-te demoradamente, fechei os meus olhos e senti o melhor que já senti... tu. Não te larguei. Perguntei-te por ela e deste-me a resposta que sempre quis. Mas não me esqueci nunca, e fizeste tu também questão de não me fazer esquecer que eu tenho um novo amor. Esse que me merece de corpo e alma. O meu coração e pensamentos sempre foram teus e de ti. A ilusão de que te esqueci, a agonia de saber que ainda aqui estás. O saber que é errado ainda gostar de ti.Nunca quis voltar atrás, mudar o meu passado, mas se pudesse.. se.. nunca te teria conhecido. És o amor da minha vida e aquele que nunca mais irei ter; foste quem mais me fez feliz e quem mais me faz sofrer.. uma felicidade que durou tão pouco tempo e a dor que perdura e não sai.. não acalma.
Se eu pudesse... não existias na minha vida.
18 fevereiro, 2012
Cicatriz
Há mais de um ano que não te tenho; nem quero.
A minha maior dor: senti quando me deixaste e sinto ainda por te ver ao longe, por apareceres nos meus sonhos e eu vivê-los de uma forma tão intensa, mas tão triste...
Nunca me arrependi de nada que tenha feito na minha vida, nunca quis voltar atrás. Sou uma rapariga que vê o mundo tal como ele é por detrás de lentes cor-de-rosa.
Sou feliz e não sou uma sobrevivente, porque vivo cada dia, aproveito cada momento, bom ou mau, faz-me crescer.
Doeu tanto e, ainda assim, nunca quis apagar o que vivi, sofri. Hoje percebo que não deixo de ser realista por querer apagar o meu passado. Queria poder apagar-te; és a minha dor mais profunda, os meus sonhos contigo, mas sem ti.
Sabes lá tu e quem me dera ser como tu.
08 setembro, 2011
Era uma vez...
Só sentimos aquela paixão fogosa dentro de nós, desejo inconsolável, um amor que nos faz ser tão puros e cegos ao mundo, uma vez na vida; aquele amor que nos faz dizer e sentir cada palavra mais profunda e ternurenta, verdadeira. Sentimos uma e uma só vez.E eu só me arrependo de uma coisa: ter sentido por ti.
15 junho, 2011
O sonho da minha vida...
Houve uma altura em que o nosso amor era a nossa realidade,A paixão, o ar que respirávamos
E o futuro só de nós dois.
Houve uma altura,
Mas depois tudo deu errado.
Eu sonhei um sonho num tempo vivido,
Quando o sentimento era mútuo
E valia a pena viver a vida.
Eu sonhei que o nosso amor nunca morreria
E que mesmo na distância,
Nada se alteraria.
Ele dormiu a Primavera e o Verão ao meu lado,
Preencheu os meus dias de magia sem fim.
Teve o meu coração,
Mas foi-se embora quando o Outono chegou.
Continuei a sonhar que ele voltaria para mim,
Que iríamos viver juntos o resto da nossa vida,
Mas há sonhos que não são possíveis.
Eu tive um sonho de como seria a minha vida,
Tão diferente desta vazia,
Tão diferente do que antes parecia,
Mas agora a vida matou o meu sonho...
Texto adaptado de: Les Miserables - I dreamed a dream
Adeus, amor da minha vida...
Acabou.E eu aqui continuo à tua espera;
Continuo como se te importasses.
Tocaste no meu coração,
Na minha alma,
Mudaste a minha vida desde o primeiro dia.
O meu amor era por ti,
E o meu coração teu
Sem que eu antes pudesse fugir.
Já beijei os teus lábios,
Segurei a tua mão,
Vivi os teus sonhos,
Partilhei a tua cama.
Conheço-te bem,
Conheço o teu cheiro,
Já fui condenada a ti.
Podia ter sido um sonho,
Mas naquela altura era a nossa realidade.
Por momentos assim foi,
Mas desde a tua partida que se tornou no meu pesadelo.
Assim que segues a tua vida,
Lembra-te de mim,
Lembra-te de nós,
E do que sempre fomos.
Já te vi a chorar,
Já te vi a sorrir,
Já te vi a dormir por um bocado.
Eu seria a mãe dos teus filhos,
Passaria toda a minha vida contigo.
Eu ainda seguro a tua mão quando me deito,
Relembro a tua voz e adormeço.
Sinto-me vazia,
E a cada dia que passa,
Mais um vazio se preenche em mim.
Com o tempo irei enterrar tudo o que fui contigo que ainda sou,
E irei recuperar o meu coração de ti.
Adeus, meu amor,
Adeus, amor da minha vida.
Texto adaptado de: James Blunt - Goodbye my lover
Um dia... talvez
Por vezes, depois do amor não sobra mais nada.Um adeus sem demoras e sem grandes explicações; só uma lágrima no canto do olho.
Conheceu-o como um homem diferente de todos os outros e que parecia, só mesmo parecendo, tendo ambos nascido um para o outro.
Ela que amou e tanto amou, sabe que no fundo do seu coração há a vontade de voltar a abraçar com força aquele homem, não o largando e pedindo para ele não voltar a deixá-la fugir.
Há objectivos e formas de ser que impedem a realização dos sonhos mais fortes e que ainda perduram; o sonho de um dia poder ser amada por ele.
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