15 novembro, 2009

Quando tudo parecia perfeito..


No início parecia ser tudo tão perfeito, deixavas-me feliz com esse teu jeito de me acariciar e beijinhos oferecer, coisas que agora quero mesmo não ter. As tardes e noites sempre passadas contigo, juntos éramos felizes, eu bem via pelo teu sorriso. Foram muitos momentos e eu nunca fiquei farta, sempre quis mais, sentia-me conquistada. Para mim foste um desejo, o homem da minha vida, pensei que seria eterno, mas não passou de uma fantasia. Contigo queria ficar e nunca te abandonar mas o que me dizias sempre, fez-me muito pensar, em nós dois e na nossa relação, e em como era possível apenas guiares-te pela razão. Não consigo mentir, o sentimento perdura, mas o que me fizeste só me leva a não querer ser mais tua. Dizes que ainda gostas, é ver para querer, mas neste momento só te quero mesmo esquecer. Eras o meu amor, tudo o que eu mais queria, dizias que só me querias a mim e à minha magia. Não me voltes a olhar ou a dirigir uma frase, tu mentiste-me tanto, a confiança é a base. A partir de agora o meu coração está selado, o nosso amor já passou, é um sonho terminado. Pensei que contigo, eu e tu, seriamos para sempre mas eu não consegui, tenho de seguir em frente. Com tudo o que se passou, eu cresci e aprendi que mesmo parecendo perfeito, já nada é assim. Ainda sinto que quiseste arriscar, a ter mais do que o que já tinhas, e com isso acabaste por descer muitos pontos, porque eu não tolero que ainda mandes mensagens a outras, a antigas relações a que querias voltar, será que nesses momentos te esquecias que me amavas? Mas dessas coisas, digo-te já, estou mesmo cansada. A nossa relação acabou por chegar à decadência, sabes bem que foram as tuas atracções e mentiras que levaram a esta consequência. Quando te confrontei não me deste razão, mas acabaste por ficar triste, choraste, querendo dar a volta à relação. Sempre me disseste que nunca me querias magoar, mas ao fim de 4 meses percebi que de ti só recebia facadas. Não valeste o sacrifício, mandaste tudo fora, agora sentes o arrependimento, mas já la vai a hora.. Ainda bem que acabou, teve mesmo de ser, rapazes como tu já não quero mais ter.





Texto adaptado de: 'Sentimento Falso' ft. BiWizz

31 agosto, 2009

Até já

Ainda me lembro daquelas paredes que construí. Conseguiste derrubá-las e elas nem tentaram ficar de pé. Encontrei um modo de te deixar entrar... E sabes? Foi mais fácil do que alguma vez pensei.
Todas as regras que tinha, quebraste-as. Nem tentei parar-te... foi um risco que corri.
Para onde quer que vá, para onde quer que olhe, sinto a tua presença. Sinto-me rodeada pela tua graça, pela tua luz. Foste tu quem me encheu de sentimentos. Sabes que és quem me mantém viva. És tudo o que eu quero, tudo o que eu preciso. Espero que não faças isso desaparecer. Espero que voltes, porque apesar de tudo ficaste marcado em mim, como mais ninguém conseguiu ficar.

Até já*

17 agosto, 2009

Sinto (a tua) falta...

E eu? Eu sinto falta da paixão intensa que parece durar para sempre. Sinto falta do encaixe do meu corpo no teu, da minha mão na tua, dos teus lábios nos meus. Os teus beijos no meu pescoço que me fazem rir com cócegas e nos meus ombros que me fazem sentir especial. Aquelas tuas palavras no momento certo que me fazem sorrir e os teus olhos em mim, como sendo eu Tua, e só Tua. A tua forma de estar e lidar com o que te rodeia, tornava tudo muito mais simples à minha volta também. Sentia-me protegida nos teus braços. E aqueles momentos em que me puxavas para ti e me dizias 'gosto tanto, mas tanto de ti...', 'ou com um sorriso nos lábios 'és tao bonita.. estás cada vez mais bonita..'. Eu sei que é paixão, e sei também que poderia ser o início de um grande amor. Quem me dera que assim pudesse ser. Quem me dera não ficar sem ti. E quem me dera amar-te até ao fim.

07 agosto, 2009

Talvez por gostar tanto de ti...

Tu não sabes quando me falta o ar no peito por te querer tanto e saber que não te posso ter. Tu não sabes, porque sorrio sempre que isso acontece.. Tu não sabes porque serão aquelas palavras que nunca te direi, mesmo quando partires. E nunca te direi porque não quero que fiques. Quero que procures a tua felicidade.. e quem sabe se um dia te apercebas que podes tê-la comigo.

11 julho, 2009

Quebrou o momento

Eram nove horas. O sol ainda se punha, cruzando o mar bem longe numa mistura de laranjas e azul. Um dos acontecimentos que a faz sentir-se com sorte por poder presenciar. Observava no cimo de uma rocha, bem alta desde o mar, com o seu vestido branco. Era um momento de reflexão... Talvez de evocação de lembranças. Passaram-lhe várias imagens pelo pensamento: momentos que viveu e que ainda perduram. Caiu-lhe uma lágrima. Sentia-se apenas acompanhada pela brisa que de vez em quando passava agitando os seus cabelos e o seu vestido que contrastava com a pele, agora, morena. Gostava de poder voltar a viver de novo o que viveu, sentir o que sentiu, dar o que deu, receber o que recebeu, amar como amou.


Por momentos achou tudo isso possível, mas... o vento deixou-a sozinha. E quebrando o momento, tirou o seu vestido e com um sorriso maroto, aventurou-se pelo céu em direcção ao mar, saboreando o momento da queda, apenas consigo mesma e com o vento que decidiu voltar para a acompanhar no seu novo percurso. Mergulhou no mar, como quem já treinava aquele salto. Sentiu a água agradavelmente fria no seu corpo nu. Debaixo de água, como se existisse uma câmara de filmar atrás de si observando-a, olha para trás e sorri...


Hoje decidiu não temer o futuro.

07 julho, 2009

Meu

Dias de sol,
Noites quentes,
Desde que estás comigo,
Assim tem sido.
Pensar em ti,
Querer-te ao meu lado,
Desejar-te nos meus braços.
São longos esses pensamentos,
Esses desejos,
Porque mesmo contigo
Não os deixo de ter,
Não os deixo de sentir.
Tornaste-te no meu abrigo,
No meu ombro amigo.
Meu companheiro,
Das boas e das más horas,
Contigo choro e riu.
Assim és,
Assim serás...
Não te deixo,
Não te deixarei.
És a peça que me faltava...
Contigo nem eu sonhava,
E nem mesmo imaginava
Que pudesses existir.
Passar por onde eu já passei,
Tocar onde eu já toquei.
Há quem (te) sonhe,
Há quem (te) deseje.
Graças a mim,
Graças a ti,
Graças a Nós:
Eu sonho(-te),
Eu desejo(-te),
Eu tenho(-te).

05 julho, 2009

O primeiro «Amo-te»

Era meio dia. Ela sabia que ele gostava de dormir até tarde, mas tinha a certeza de que gostaria mais ainda de a ver.


Bastante ajeitada, saiu do elevador, no piso acima do seu, e percorreu o corredor até ao 519. Pelo caminho passava com os dedos por entre os seus cabelos loiros e tentava imaginar como seria o seu encontro com ele.


Antes de bater à porta, inspirou fundo. Era agora... Sentia-se nervosa e ao mesmo tempo ansiosa... tinha passado demasiado tempo desde a última vez que o vira.


Bate, e ele ao abrir a porta, olham-se nos olhos e deixam escapar um sorriso que quase lhes rasga a cara. Ela atira-se aos seus braços, e beijam-se com uma enorme saudade. Ela sentiu-lhe o gosto da pasta de dentes, e percebeu que ele já a esperava. Sentiu o cheiro da sua pele: aquele que a confortava a cada momento que se tocavam. Entra no apartamento e, com força, ele toma-a novamente nos braços. Ela sentiu as borboletas na barriga, o arrepio que lhe percorreu o corpo inteiro, o nervosismo à flor da pele, a ansiedade de querer tudo ao mesmo tempo, o desejo e confiança de ser para sempre... Ela estava perdida e unicamente apaixonada por ele...


O tempo passou... O que fizeram será a vossa imaginaçao a decidir. Sairam do apartamento de mãos dadas. Momentos antes tinha-lhe sussurrado ao ouvido um «Amo-te» tão ternurento e sincero, que nunca antes lhe soube tão bem dizê-lo.