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18 março, 2009

Uma escolha por amor


Acordei,

Sinto a tua respiração.

Observo-te a dormir

Não consigo desviar o olhar

Perco-me sempre em ti...

Sussurro-te ao ouvido,

O quanto sou quando estou contigo,

O quanto gosto de ti,

O quanto preciso de ti.

Enquanto isso, molho-te a face,

Não consigo evitar,

As lágrimas caem

E não consigo parar...

Está na hora

Nunca pensei que chegasse este momento

É ainda mais doloroso do que esperava

Não quero que me vejas

Não irias compreender

Não me irias perdoar

Seria demasiada dor

E eu tenho de partir

Ficas como recordação

Como a melhor sensação

Não vou voltar

Não esperes por mim

Sê feliz

Adeus, meu amor...


12 março, 2009

Tão... confuso

Foste no princípio e no fim a minha inspiração
Inspirei-me na dor que me causaste
No desespero que passei
No amor que (afinal) não tive
Em ti que me partiste
Tornou-se tudo tão confuso
Tão prolongadamente doloroso
Tão isto, tão aquilo
Tão tanto, muito, pouco, e nada
Só assim me liberto
Não conheço outro meio
Para além do fechar os olhos e adormecer
Não ter que lutar dia-a-dia para (de ti) me desprender
Sem estes dois meios perco-me em pensamentos
Em recordações, sonhos
Em tudo aquilo que agora é o nada
Vou-te dizer: Quero-te e não te quero !
Não te quero, Amor, que me fazes chorar
Quero-te, Ódio, que me fazes libertar
Disto, daquilo, de tudo e do nada
Volta e não voltes
Deixa-me assim perdida que alguém me há-de salvar...