16 julho, 2026

Voltar para mim

Tenho este meu lado de sonhar,

Romantizar,

Criar a partir do que sinto e idealizo.


Gosto da magia que as palavras transmitem,

Da sensação de viver só com o coração.

Sem medo de perder, de falhar, de sofrer.

Apenas entregar(-me) e amar.


Ao longo dos anos, a experiência permitiu-me criar raízes durante os meus voos.

Permitiu-me saber até onde posso ir,

Até onde permito aceitar,

E se, na minha entrega, me sentir triste, magoada ou desiludida,

Uso o que sinto para libertar,

Para criar e escrever com magia.

Afinal a vida é feita de emoções que devem ser reconhecidas, acolhidas

E que sejam direcionadas para evoluir em consciência.


Adapto-me às mudanças e não fico onde não me sinto bem,

Onde os meus valores não são respeitados,

Onde os meus limites não são aceites,

Onde não cresço.


Então rapidamente volto para mim,

Porque nesses momentos perco-me de mim mesma.

E é esta aprendizagem que tenho feito e necessito de transformar,

A de me entregar sem me perder no outro.



Não fico onde não voo...

Enquanto observavas o mar,
Enquanto falavas;

Eu olhava-te.


Olhava para cada detalhe teu...
A forma do teu cabelo depois de um mergulho,
O teu olhar que, quanto mais olhava, mais intenso ficava.
O teu sorriso que, de vez em quando, aparecia.
As rugas que já marcavam o teu rosto,
A tua barba por fazer,
A tua voz...

A forma como cruzavas as pernas e as agarravas enquanto relaxavas.
O teu jeito tranquilo, desajeitado e sensual enquanto falavas,
Enquanto andavas ou te encostavas nas rochas a apanhar sol.

E enquanto te admirava, queria-te bem mas ainda não te queria comigo.
Queria que fosse o tempo, nas tuas ações e entrega, que me dissesse se o caminho deveria ser feito ao teu lado.

Tanto tempo, tantas partilhas, vulnerabilidade mas o teu coração ainda fechado.
Também já o tive assim.
Já abri o meu coração que sempre foi ferido e chegou um dia que o fechei.
Pessoas tentavam entrar mas não permaneciam.

Estava pesada, fechada, não fluía e mal sabia.
Dizias que evoluir era um caminho mas temos conceitos diferentes do que isso significa.

Para ti evoluir é na música, é aprender.
Para mim evoluir é ir dentro de mim onde está a direção que a vida deve fluir.

Hoje o meu coração está aberto mas já não vejo o mundo cor-de-rosa,
Já não aceito que qualquer um entre cá dentro.
Sei o que quero e não quero, tinha-te dito.

E eu sempre sabia que o caminho não era contigo...
Mas ainda assim escolhi romantizar,
Escolhi ver até onde irias.

Mas quando (me) dei voz,
Escolheste fugir... de ti.

Na minha cabeça já idealizava e sonhava,
Mas quando há capítulos que não estão fechados,
Quando há feridas por curar,
Quando não se diz o que se sente,
E quando se acha que tudo está bem,
Os padrões mantêm-se,
A vida não avança.

E quando, de repente, surgiste e foste ficando...
Eu sabia que algo iria aprender sobre mim através de ti.

Por isso fico feliz por nos termos cruzado,
E querendo-te tão bem...
Eu não fico onde não voo.

Mesmo tendo caminhos diferentes,
Foi bom ter-te sonhado.

11 maio, 2026

Apaixonei-me por quem não existia.



Apaixonei-me por quem não existia.


Ele criou uma máscara por causa do seu vazio.

Vazio de quem não se sentiu amado, visto, admirado.

Usa essa máscara há tempo demais que lhe tirou a memória, a sensação de quem realmente é.

Sente-se perdido, vazio, magoado, ferido...

Procura consolo, um preenchimento.

Então usa, abusa, manipula e trai por quem se atrai.

Cria essa personagem, vive-a constantemente.


Ele dizia-me estar cansado de procurar,

De não amar.

Ele falava dele...

Ele sempre falou de si.


E eu saí de mim, perdi-me de mim para me encontrar nele.

Para o salvar...

Aquela criança que não se sentiu amada, não foi vista que vivia num corpo de adulto com uma mácara já enferrujada.


Aprendi sobre mim, através dele, que também preciso de me amar.

De me valorizar...

Porque não se trata do outro.

Trata-se do que tenho a curar, a libertar, a aprender com aquela pessoa.


Não tenho nada a perdoar.

Tenho a agradecer.

A agradecer por ter aprendido mais,

Pela dor que senti, e sinto, ser a cura.

Por poder revelar em mim aquilo que não estava a ser visto.


Disse querer evoluir e Deus pô-lo no meu caminho.


Atraí alguém que não se amava,

Entendes o que isso significa?

É, novamente, hora de apaixonar-me por mim.



16 janeiro, 2015

Desconhecido

Ele era desconhecido; desconhecido de cara e manias, vícios e rotinas.
Conhecia-me, desconhecia-o.

Falávamos, não sorria; não sei sorrir sem me olharem nos olhos. Com ele sentia-me sem nada saber, sem nada para dar ou receber. Desconhecia o que o fazia sorrir e chorar, fraquezas e lamúrias. Não tinha valor e não me fazia perder tempo.

Mas ele conhecia-me.

05 dezembro, 2014

Doente

Sinto-me doente... a minha mente sente-se doente e o meu corpo cansado de a suportar.

Quem me conhece sabe que uma das minhas maiores paixões são os animais e diariamente sinto-me doente com o que vejo, sei e imagino. Consigo perceber que existem pessoas más no mundo mas não sou obrigada a aceitar, e por isso sinto-me doente. Conheço a maldade humana, já presenciei a mesma e é uma impotência tão grande não conseguir evitar que façam mal aos animais... Caçadores por divertimento que tiram fotos com animais selvagens mortos; elefantes espancados, cortados, em agonia dezenas de anos só para servirem turistas; macacos bebés espancados, encolhidos de medo enquanto são treinados para se sentarem em cima de mini bicicletas para fazer espectáculos no circo; raposas em gaiolas a serem observadas por quem as quer mortas para vestirem um casaco com o seu pêlo; cães deixados presos na linha do comboio para morrer, enterrados vivos ou deixados ao frio e à fome; animais recém-nascidos atirados ao rio; animais torturados até à morte por divertimento ou por qualquer outra razão inexplicável. Conheço tantos, demasiados casos que me deixam o coração apertado, uma agonia cá dentro, olhos em lágrimas, doente. Doente. Doente. Doente.
Houve o tempo em que os meus olhos, o meu corpo choravam e sentiam-se em desespero pela dor de sentir o sofrimento, medo e solidão daqueles e de outros animais. Lutava comigo própria para ficar bem, imaginava mil e trinta maneiras de fazer sofrer quem os fez sofrer, quem causou a sua morte. Agora... agora já não é assim. Agora a realidade é demasiado grande para chorar e vingar-me. Agora e desde há quase 2 anos que trabalho no bem estar dos cães que foram abandonados. E não tenho outro remédio se não em ser forte e ir semanalmente visitá-los, tratá-los e sempre que é preciso, que é sempre, pedir por eles. Trabalho num local que é a sua última casa e de muitos a primeira. A casa que os acolheu quando não sentiam a última energia para manter os olhos abertos e aguentar o corpo respirar, quando não sentiam um pingo de esperança em viver mais e quando já não sentiam a dor no corpo de tanta dor que os adormecia. Os que lá estão agora são felizes, embora não tão felizes se estivessem numa casa de um bom humano. Mas já sabem o que é amor, o melhor de uma pessoa, mas também sabem o que é dor e o pior de quem deveria proteger os mais fracos e ensinar as futuras gerações a cuidar e olhar por quem precisa e dá a própria vida pedindo em troca apenas um mimo ou um biscoito.

Os animais enchem-me o coração de alegria, amor e conforto e os humanos fazem sentir-me doente. Existem humanos bons, sensíveis, que não ficam indiferentes ao sofrimento de um animal na rua. Humanos que dedicam o seu tempo e dinheiro a cuidar e a tratar os que sofreram nas mãos erradas.
Existem humanos que arriscam as suas vidas para salvar um animal abandonado no meio do trânsito, atirado ao rio ou enfiado dentro dum esgoto. Existem humanos bons e se não existissem não teria esperança na Humanidade; seria a minha morte.


Existem humanos maus; maus para os animais, maus para a sua própria raça. Irei carregar o peso da maldade humana para o resto da minha vida. Os humanos maus e indiferentes não deveriam existir. No entanto penso... se a maldade não existisse, a bondade seria reconhecida?

A realidade é que os animais são o meu paraíso e os humanos o meu inferno.
Eu sinto-me doente e o aconchego só vem de vez em quando.

21 fevereiro, 2014

Bobi

Olho para a cama e já não o vejo lá. Chega a noite e já não tenho o impulso de ir à rua. Na cozinha já não espero que me peça um bocadinho do que como. No meu quarto vejo-o nas fotos penduradas na parede; vejo e sigo caminho. Por vezes penso que já não sinto falta, que já estou bem com isso, mas é à noite que o vejo. À noite, nos meus sonhos, ele aparece e eu choro; choro por saber que já cá não está comigo. Procuro-o desalmadamente. Corro nos corredores, grito, empurro, procuro-o. Quando o encontro, está ele parado a olhar e eu agarro-o dizendo o seu nome e choro... choro... choro... abraço-o e choro... Acordo. Acordo e vivo a minha vida como se nada fosse, mas são nos momentos sozinha que me lembro e sinto a sua falta. Tudo me cai.
Foram quase 17 anos na minha vida todos os dias.
Uma rotina. Uma boa rotina. Ainda me lembro de cada bocadinho seu; do latir, do olhar, do barulho das patinhas no chão, toque do seu pêlo, cheiro. Lembro-me de cada momento da nossa rotina. Das idas à rua, à janela a apanhar sol e a sentir o vento na cara, na minha cama a dormir e a rosnar porque não queria ser incomodado. Os beijinhos na barriguinha, na carinha, as brincadeiras pela casa com a manta, a bola. Brincávamos às escondidas. Ele adorava correr e perseguir a cauda. Juntava todos os tapetes a um canto da casa. Queria colo quando estava frio, mas não dava beijinhos. Tirava-lhe fotos, centenas delas. Nunca foi apreciador, mas aguentava-se.

Chamava-se Bobi e era da minha casa. Foi amado a cada minuto, apesar de todo o dinheiro que fez gastar em arranjos à casa. Foi amado mesmo não sabendo dar a pata, beijinhos ou devolver a bola. Era um cão medricas com uma certa independência. Não era um cão amoroso, mas eu não o resistia.
Era um cão que vivia cá em casa e agora é um cão que permanece no meu coração e invade os meus sonhos.

17 janeiro, 2014

Vivo-te.

Amor, Meu amor, por onde andaste toda a minha vida?
Desde que te conheci que ganhei um novo rumo, um novo brilho,
paixão em mim nasceu e todos os dias cresce.
Ganhei uma nova vontade de viver a vida.
Quando dizes que me adoras, quero que saibas que te adoro mais.
Precisas de mim? Eu preciso mais.
Sei que me ouves quando não falo, sei que me sentes quando não estou.
Vês o meu interior, conheces a minha mente.
Sinto medo, frustração, receio, mas contigo sinto-me segura.
Contigo partilho a minha felicidade e recebo a tua em troca.
Um sorriso teu contagia-me, um olhar deixa-me perdida; perdida nos teus olhos, em ti.
E é em ti que me encontro a viver.
Adoro viver-te, estar ao teu lado.
Poderia fazer isto até à eternidade.
Sabíamos que nos queríamos, mas saberíamos que seria assim?
Este amor parece não acabar, mesmo tendo agora começado.
Vivo-te, penso-te, amo-te.

30 dezembro, 2012

Memórias.

Ele era apaixonante. Fazia de mim o que queria. Na cama, no chão, na cozinha.
Era um tipo de amor que não adormecia depois de fazer amor. Olhava-me como se me visse pela primeira vez. Parecia todos os dias descobrir algo em mim que o fazia olhar-me de coração quente e beijar-me lentamente. E essa forma, antes de me beijar, de os lábios se tocarem, e falarem a nossa linguagem, apaixonava-me.
Esse tipo de amor fazia-me acordar com um sorriso na cara enquanto o sol batia na nossa cama. Beijava-o dos pés aos lábios, enquanto dormia. Sabia-o de cor, e, na ausência, imaginá-lo arrepiava a minha pele e reconfortava o meu coração. O meu futuro iluminado, o meu último nome premeditado. Não sabia não sorrir.

Eu já tive esse amor. Aquele amor que faz esquecer todos os anteriores. O que deixa cicatriz no coração e a alma perdida por todos os lugares onde foram criadas memórias.
E a minha memória de ti é a maior que tenho. A que me deu vida e a que me faz escrever antes de adormecer.

29 dezembro, 2012

Última manhã...

"Amor" como me chamavas, quer a sorrir, quer chateado.
Acordei encaixada em ti com uma t-shirt tua vestida, os teus braços à minha volta e as tuas mãos presas com a força do meu corpo no colchão, "para não haver hipótese de te soltares de mim durante a noite" como sempre dizias e eu me ria.
Virei-me e olhando para ti a dormir, nem dei pelo tempo passar. Beijava-te toda a cara e, inconscientemente, agarravas-me puxando-me de encontro ao teu peito. Corpo quente e barba por fazer.
Beijei-te os lábios de olhos fechados e disse amar-te.

Lembrava-me constantemente dessa manhã.
O autocarro parou e senti o sangue todo à superfície da minha pele. Deixei de ouvir qualquer barulho à minha volta, deixei de respirar, ouvindo apenas o batimento do meu coração. Durante dois segundos, e como nos filmes pareceram dez, vi-te de mãos dadas a uma mulher, e sorrias.
Estavas feliz, e pude deixar de me sentir culpada por te ter deixado naquela manhã há oito anos atrás.

O meu filho tem o teu nome, e os teus olhos. Diz que quando for grande quer ser "engenheiro dos carros" e tomar conta de mim.
Refila quando como o gelado todo que havia e sabe os meus filmes preferidos.
É igual a ti e sinto-me feliz que o seja.

Não fui mulher para ti, mas consigo ser a melhor mãe para ele.

01 dezembro, 2012

Todos os dias com desejo...

Era como imaginá-la nua deitada na sua cama, enquanto permanecia sentado numa cadeira ao seu lado. Ela passava com os dedos na sua própria perna, enquanto subia passando pela virilha, pelo umbigo, chegando ao peito, apertando-o. As suas mãos passavam pela sua cara, agarrando os cabelos, gemendo. Ele observava-a, tentando controlar a vontade de possuí-la na pouca claridade que existia no seu quarto.

Ela levantou-se e saiu na sua paragem do eléctrico.
Talvez amanhã ela notasse a presença daquele homem que todos os dias a contemplava, desejava.

Amar mais.

Acorrentada à parede do nosso quarto... Sim, fazias de mim o que querias.
Pensei que era assim, assim que estávamos bem. Sentias-te no controlo quando eu estava condenada, a morrer sem esperança, sacrificada.
Acorrentada à minha cama, eu era nova e não tinha nada para gastar se não o meu tempo em ti.
Mas isso foi o que me fez amar-te, amar, amar-te ainda mais.






Texto adaptado de: Bon Iver - Love more

31 julho, 2012

um Adeus indesejado

Meias palavras, pontos feitos para reticências e vírgulas pausando frases incompletas.
Uma casa que tinha sido construída só com amor e sorrisos, planos futuros e desejo; uma casa porque era o local onde não nos sentíamos sozinhos, onde nos amávamos, onde éramos crianças com tanto ainda por dizer e fazer. Um adeus sem um beijo, sem um abraço, lágrimas, garganta seca e música nos ouvidos.






Mais uma cambalhota que a vida (me) deu...

31 março, 2012

Se eu pudesse...

Sonho-te tantas vezes, mais do que as que devia. E em todos esses sonhos procuro-te, quero-te (e respostas também!). Não me queres. O teu coração está preenchido sem mais espaço para mim. Em todos esses sonhos eu não te tenho, excepto no de ontem. Abracei-te demoradamente, fechei os meus olhos e senti o melhor que já senti... tu. Não te larguei. Perguntei-te por ela e deste-me a resposta que sempre quis. Mas não me esqueci nunca, e fizeste tu também questão de não me fazer esquecer que eu tenho um novo amor. Esse que me merece de corpo e alma. O meu coração e pensamentos sempre foram teus e de ti. A ilusão de que te esqueci, a agonia de saber que ainda aqui estás. O saber que é errado ainda gostar de ti.

Nunca quis voltar atrás, mudar o meu passado, mas se pudesse.. se.. nunca te teria conhecido. És o amor da minha vida e aquele que nunca mais irei ter; foste quem mais me fez feliz e quem mais me faz sofrer.. uma felicidade que durou tão pouco tempo e a dor que perdura e não sai.. não acalma.

Se eu pudesse... não existias na minha vida.

18 fevereiro, 2012

Cicatriz

Há mais de um ano que não te tenho; nem quero.
A minha maior dor: senti quando me deixaste e sinto ainda por te ver ao longe, por apareceres nos meus sonhos e eu vivê-los de uma forma tão intensa, mas tão triste...
Nunca me arrependi de nada que tenha feito na minha vida, nunca quis voltar atrás. Sou uma rapariga que vê o mundo tal como ele é por detrás de lentes cor-de-rosa.
Sou feliz e não sou uma sobrevivente, porque vivo cada dia, aproveito cada momento, bom ou mau, faz-me crescer.
Doeu tanto e, ainda assim, nunca quis apagar o que vivi, sofri. Hoje percebo que não deixo de ser realista por querer apagar o meu passado. Queria poder apagar-te; és a minha dor mais profunda, os meus sonhos contigo, mas sem ti.

Sabes lá tu e quem me dera ser como tu.


08 setembro, 2011

Era uma vez...

Só sentimos aquela paixão fogosa dentro de nós, desejo inconsolável, um amor que nos faz ser tão puros e cegos ao mundo, uma vez na vida; aquele amor que nos faz dizer e sentir cada palavra mais profunda e ternurenta, verdadeira. Sentimos uma e uma só vez.

E eu só me arrependo de uma coisa: ter sentido por ti.

15 junho, 2011

O sonho da minha vida...

Houve uma altura em que o nosso amor era a nossa realidade,
A paixão, o ar que respirávamos
E o futuro só de nós dois.
Houve uma altura,
Mas depois tudo deu errado.


Eu sonhei um sonho num tempo vivido,
Quando o sentimento era mútuo
E valia a pena viver a vida.
Eu sonhei que o nosso amor nunca morreria
E que mesmo na distância,
Nada se alteraria.


Ele dormiu a Primavera e o Verão ao meu lado,
Preencheu os meus dias de magia sem fim.
Teve o meu coração,
Mas foi-se embora quando o Outono chegou.


Continuei a sonhar que ele voltaria para mim,
Que iríamos viver juntos o resto da nossa vida,
Mas há sonhos que não são possíveis.


Eu tive um sonho de como seria a minha vida,
Tão diferente desta vazia,
Tão diferente do que antes parecia,
Mas agora a vida matou o meu sonho...





Texto adaptado de: Les Miserables - I dreamed a dream

Adeus, amor da minha vida...

Acabou.
E eu aqui continuo à tua espera;
Continuo como se te importasses.
Tocaste no meu coração,
Na minha alma,
Mudaste a minha vida desde o primeiro dia.
O meu amor era por ti,
E o meu coração teu
Sem que eu antes pudesse fugir.
Já beijei os teus lábios,
Segurei a tua mão,
Vivi os teus sonhos,
Partilhei a tua cama.
Conheço-te bem,
Conheço o teu cheiro,
Já fui condenada a ti.

Podia ter sido um sonho,
Mas naquela altura era a nossa realidade.
Por momentos assim foi,
Mas desde a tua partida que se tornou no meu pesadelo.
Assim que segues a tua vida,
Lembra-te de mim,
Lembra-te de nós,
E do que sempre fomos.
Já te vi a chorar,
Já te vi a sorrir,
Já te vi a dormir por um bocado.
Eu seria a mãe dos teus filhos,
Passaria toda a minha vida contigo.

Eu ainda seguro a tua mão quando me deito,
Relembro a tua voz e adormeço.
Sinto-me vazia,
E a cada dia que passa,
Mais um vazio se preenche em mim.
Com o tempo irei enterrar tudo o que fui contigo que ainda sou,
E irei recuperar o meu coração de ti.

Adeus, meu amor,
Adeus, amor da minha vida.






Texto adaptado de: James Blunt - Goodbye my lover

Um dia... talvez

Por vezes, depois do amor não sobra mais nada.
Um adeus sem demoras e sem grandes explicações; só uma lágrima no canto do olho.
Conheceu-o como um homem diferente de todos os outros e que parecia, só mesmo parecendo, tendo ambos nascido um para o outro.


Ela que amou e tanto amou, sabe que no fundo do seu coração há a vontade de voltar a abraçar com força aquele homem, não o largando e pedindo para ele não voltar a deixá-la fugir.
Há objectivos e formas de ser que impedem a realização dos sonhos mais fortes e que ainda perduram; o sonho de um dia poder ser amada por ele.

Ainda...

Chegava a casa ao final do dia e o seu coração pertencia ao homem, que mesmo sem o merecer, era o homem da sua vida.

22 abril, 2011

Recordo-me...

Foi há 2 anos, e eu lembro-me de cada palavra, cada gesto, cada batimento mais forte do teu coração, cada momento que passei não estando tu ao meu lado, mas ainda presente na minha vida, como se fosse hoje...

Eu lembro-me, não por amar quem fomos, mas por terem sido os melhores dias da minha vida.
E todos eles, todos... eu lembro-me como se fosse hoje.