Eu olhava-te.
16 julho, 2026
Não fico onde não voo...
Eu olhava-te.
11 maio, 2026
Apaixonei-me por quem não existia.
Apaixonei-me por quem não existia.
Ele criou uma máscara por causa do seu vazio.
Vazio de quem não se sentiu amado, visto, admirado.
Usa essa máscara há tempo demais que lhe tirou a memória, a sensação de quem realmente é.
Sente-se perdido, vazio, magoado, ferido...
Procura consolo, um preenchimento.Então usa, abusa, manipula e trai por quem se atrai.
Cria essa personagem, vive-a constantemente.
Ele dizia-me estar cansado de procurar,
De não amar.
Ele falava dele...
Ele sempre falou de si.
E eu saí de mim, perdi-me de mim para me encontrar nele.
Para o salvar...
Aquela criança que não se sentiu amada, não foi vista que vivia num corpo de adulto com uma mácara já enferrujada.
Aprendi sobre mim, através dele, que também preciso de me amar.
De me valorizar...
Porque não se trata do outro.
Trata-se do que tenho a curar, a libertar, a aprender com aquela pessoa.
Não tenho nada a perdoar.
Tenho a agradecer.
A agradecer por ter aprendido mais,
Pela dor que senti, e sinto, ser a cura.
Por poder revelar em mim aquilo que não estava a ser visto.
Disse querer evoluir e Deus pô-lo no meu caminho.
Atraí alguém que não se amava,
Entendes o que isso significa?
É, novamente, hora de apaixonar-me por mim.
16 janeiro, 2015
Desconhecido
Conhecia-me, desconhecia-o.
Falávamos, não sorria; não sei sorrir sem me olharem nos olhos. Com ele sentia-me sem nada saber, sem nada para dar ou receber. Desconhecia o que o fazia sorrir e chorar, fraquezas e lamúrias. Não tinha valor e não me fazia perder tempo.
Mas ele conhecia-me.
05 dezembro, 2014
Doente
Quem me conhece sabe que uma das minhas maiores paixões são os animais e diariamente sinto-me doente com o que vejo, sei e imagino. Consigo perceber que existem pessoas más no mundo mas não sou obrigada a aceitar, e por isso sinto-me doente. Conheço a maldade humana, já presenciei a mesma e é uma impotência tão grande não conseguir evitar que façam mal aos animais... Caçadores por divertimento que tiram fotos com animais selvagens mortos; elefantes espancados, cortados, em agonia dezenas de anos só para servirem turistas; macacos bebés espancados, encolhidos de medo enquanto são treinados para se sentarem em cima de mini bicicletas para fazer espectáculos no circo; raposas em gaiolas a serem observadas por quem as quer mortas para vestirem um casaco com o seu pêlo; cães deixados presos na linha do comboio para morrer, enterrados vivos ou deixados ao frio e à fome; animais recém-nascidos atirados ao rio; animais torturados até à morte por divertimento ou por qualquer outra razão inexplicável. Conheço tantos, demasiados casos que me deixam o coração apertado, uma agonia cá dentro, olhos em lágrimas, doente. Doente. Doente. Doente.
Houve o tempo em que os meus olhos, o meu corpo choravam e sentiam-se em desespero pela dor de sentir o sofrimento, medo e solidão daqueles e de outros animais. Lutava comigo própria para ficar bem, imaginava mil e trinta maneiras de fazer sofrer quem os fez sofrer, quem causou a sua morte. Agora... agora já não é assim. Agora a realidade é demasiado grande para chorar e vingar-me. Agora e desde há quase 2 anos que trabalho no bem estar dos cães que foram abandonados. E não tenho outro remédio se não em ser forte e ir semanalmente visitá-los, tratá-los e sempre que é preciso, que é sempre, pedir por eles. Trabalho num local que é a sua última casa e de muitos a primeira. A casa que os acolheu quando não sentiam a última energia para manter os olhos abertos e aguentar o corpo respirar, quando não sentiam um pingo de esperança em viver mais e quando já não sentiam a dor no corpo de tanta dor que os adormecia. Os que lá estão agora são felizes, embora não tão felizes se estivessem numa casa de um bom humano. Mas já sabem o que é amor, o melhor de uma pessoa, mas também sabem o que é dor e o pior de quem deveria proteger os mais fracos e ensinar as futuras gerações a cuidar e olhar por quem precisa e dá a própria vida pedindo em troca apenas um mimo ou um biscoito.
Os animais enchem-me o coração de alegria, amor e conforto e os humanos fazem sentir-me doente. Existem humanos bons, sensíveis, que não ficam indiferentes ao sofrimento de um animal na rua. Humanos que dedicam o seu tempo e dinheiro a cuidar e a tratar os que sofreram nas mãos erradas.
Existem humanos que arriscam as suas vidas para salvar um animal abandonado no meio do trânsito, atirado ao rio ou enfiado dentro dum esgoto. Existem humanos bons e se não existissem não teria esperança na Humanidade; seria a minha morte.
Existem humanos maus; maus para os animais, maus para a sua própria raça. Irei carregar o peso da maldade humana para o resto da minha vida. Os humanos maus e indiferentes não deveriam existir. No entanto penso... se a maldade não existisse, a bondade seria reconhecida?
A realidade é que os animais são o meu paraíso e os humanos o meu inferno.
Eu sinto-me doente e o aconchego só vem de vez em quando.
21 fevereiro, 2014
Bobi
17 janeiro, 2014
Vivo-te.
Amor, Meu amor, por onde andaste toda a minha vida?paixão em mim nasceu e todos os dias cresce.
Ganhei uma nova vontade de viver a vida.
Quando dizes que me adoras, quero que saibas que te adoro mais.
Precisas de mim? Eu preciso mais.
Sei que me ouves quando não falo, sei que me sentes quando não estou.
Vês o meu interior, conheces a minha mente.
Sinto medo, frustração, receio, mas contigo sinto-me segura.
Contigo partilho a minha felicidade e recebo a tua em troca.
Um sorriso teu contagia-me, um olhar deixa-me perdida; perdida nos teus olhos, em ti.
E é em ti que me encontro a viver.
Adoro viver-te, estar ao teu lado.
Poderia fazer isto até à eternidade.
Sabíamos que nos queríamos, mas saberíamos que seria assim?
Este amor parece não acabar, mesmo tendo agora começado.
30 dezembro, 2012
Memórias.
Ele era apaixonante. Fazia de mim o que queria. Na cama, no chão, na cozinha.Era um tipo de amor que não adormecia depois de fazer amor. Olhava-me como se me visse pela primeira vez. Parecia todos os dias descobrir algo em mim que o fazia olhar-me de coração quente e beijar-me lentamente. E essa forma, antes de me beijar, de os lábios se tocarem, e falarem a nossa linguagem, apaixonava-me.
Esse tipo de amor fazia-me acordar com um sorriso na cara enquanto o sol batia na nossa cama. Beijava-o dos pés aos lábios, enquanto dormia. Sabia-o de cor, e, na ausência, imaginá-lo arrepiava a minha pele e reconfortava o meu coração. O meu futuro iluminado, o meu último nome premeditado. Não sabia não sorrir.
Eu já tive esse amor. Aquele amor que faz esquecer todos os anteriores. O que deixa cicatriz no coração e a alma perdida por todos os lugares onde foram criadas memórias.
E a minha memória de ti é a maior que tenho. A que me deu vida e a que me faz escrever antes de adormecer.

